Monday, May 19, 2008
Fim de semana retrasado, com seu Benami, Bianca (também gravidíssima!) e Moyses. A maior reunião familiar no estrangeiro do ano! De cima pra baixo, eu e Bianca com nossas rosas de dia das mães (que ainda estão aqui e lindas, by the way); todos nós no Arlington; passarinho na lápide (boa foto, Michael!); e por fim, Micas e o pai em frente ao Monumento; eu e seu Benami com o Capitólio ao fundo.




Ufaaaaaa! Estas últimas semanas não parei nem um segundo. Mal conferi os e-mails, quanto mais transferir as fotos pro computador e colocar no blog. Mas foram semanas ótimas, fiz o curso "Sewing I" (aprendi a fazer bolsa e calça de pijama) e meu sogro esteve aqui, passeamos muito, foi realmente agradável.
O Michael conseguiu tirar uma foto ótima do esquilinho (abaixo) no Mall. Eu gostei da sequência: preparar, apontar, já!


O Michael conseguiu tirar uma foto ótima do esquilinho (abaixo) no Mall. Eu gostei da sequência: preparar, apontar, já!
Thursday, May 01, 2008
Ah, não posso deixar de postar a máxima proferida pelo meu amigo Girino, ontem, no google chat: "quem com ferro fere, com ferro sara ferida". Foi minha gargalhada do dia!
Centauros Urbanos
Adorei ouvir (na rádio CBN), o Jabor falando dos travestis do Ronaldinho. Vale à pena.
Adorei ouvir (na rádio CBN), o Jabor falando dos travestis do Ronaldinho. Vale à pena.
Nome de Família
Ontem assistimos no DVD, o filme Nome de Família (The Namesake, em inglês). O filme é baseado no livro de uma das minhas autoras favoritas, Jhumpa Lahiri (que ganhou o prêmio Pulitzer por "O Intérprete de Males" ou "Interpreter of Maladies") e é muito fiel ao livro, que li em 2006. A estória gira em torno do nome de um menino, Gogol, filho de imigrantes indianos, que recebeu um nome provisório pra poder ser liberado do hospital (regras dos Estados Unidos) e depois de ser muito chacotado na escola, já adolescente, resolve trocar de Gogol para o nome permanente, dado pela avó materna, como dita a tradição indiana.
Nome de Família é uma estória muito bonita e o filme é visualmente muito agradável, com todas as cores da Índia contrastadas com o cinza do inverno em Nova Iorque, onde os pais do protagonista vão morar logo após o casamento. O filme mostra a adaptação dos pais de Gogol no país e mais tarde a adaptação dos pais com os costumes dos próprios filhos, criados em uma cultura diferente da deles. O filme não deixa isso muito claro, mas o livro deixa óbvio o "embarasso" que o filho já adulto sente em relação aos pais: os pais não se conformam com os padrões que ele tem em mente, são estrangeiros, têm sotaque, moram em um bairro de classe média e estão sempre com o coração dividido entre os Estados Unidos e a Índia. Acho que foi aí que o livro e o filme me pegaram (mais ainda o filme, agora que estou com os hormônios pululando), e só por precaução é melhor pegar uma caixinha de Kleenex...
É impossível não se identificar ou mesmo se imaginar na posição dos pais de Gogol, afinal somos estrangeiros também e passamos pelo mesmo processo de adaptação (e o mesmo estilo de "vida-limbo": as coisas acontecem na terra natal e se tem notícias vagas por carta ou telefone em caso de morte ou doença; ao mesmo tempo ninguém participa do que acontece na sua vida). Quanto ao nome, também troquei meu nome quando casei e sofri uma crise de identidade que durou anos... mas, no caso do Gogol, a estória por trás do nome dele vem à tona em tempo para que ele começasse a aceitar e até amar suas raízes.
Ontem assistimos no DVD, o filme Nome de Família (The Namesake, em inglês). O filme é baseado no livro de uma das minhas autoras favoritas, Jhumpa Lahiri (que ganhou o prêmio Pulitzer por "O Intérprete de Males" ou "Interpreter of Maladies") e é muito fiel ao livro, que li em 2006. A estória gira em torno do nome de um menino, Gogol, filho de imigrantes indianos, que recebeu um nome provisório pra poder ser liberado do hospital (regras dos Estados Unidos) e depois de ser muito chacotado na escola, já adolescente, resolve trocar de Gogol para o nome permanente, dado pela avó materna, como dita a tradição indiana.
Nome de Família é uma estória muito bonita e o filme é visualmente muito agradável, com todas as cores da Índia contrastadas com o cinza do inverno em Nova Iorque, onde os pais do protagonista vão morar logo após o casamento. O filme mostra a adaptação dos pais de Gogol no país e mais tarde a adaptação dos pais com os costumes dos próprios filhos, criados em uma cultura diferente da deles. O filme não deixa isso muito claro, mas o livro deixa óbvio o "embarasso" que o filho já adulto sente em relação aos pais: os pais não se conformam com os padrões que ele tem em mente, são estrangeiros, têm sotaque, moram em um bairro de classe média e estão sempre com o coração dividido entre os Estados Unidos e a Índia. Acho que foi aí que o livro e o filme me pegaram (mais ainda o filme, agora que estou com os hormônios pululando), e só por precaução é melhor pegar uma caixinha de Kleenex...
É impossível não se identificar ou mesmo se imaginar na posição dos pais de Gogol, afinal somos estrangeiros também e passamos pelo mesmo processo de adaptação (e o mesmo estilo de "vida-limbo": as coisas acontecem na terra natal e se tem notícias vagas por carta ou telefone em caso de morte ou doença; ao mesmo tempo ninguém participa do que acontece na sua vida). Quanto ao nome, também troquei meu nome quando casei e sofri uma crise de identidade que durou anos... mas, no caso do Gogol, a estória por trás do nome dele vem à tona em tempo para que ele começasse a aceitar e até amar suas raízes.
Wednesday, April 30, 2008
Esqueci de falar da indicação do Nemo (que virou nosso guru da net): o site Pandora é fantástico, você pode ter quantas rádios quiser e só com músicas que gosta. Então, por exemplo, criei várias rádios: classic radio, mpb radio, cuban radio, r&b radio e, claro, Carol Station e Michael Station (porque temos gostos diferentes... pero no mucho!). É muito, muito bom. Só queria ter Pandora no carro agora!!
Hoje fiz minha inscrição na Corcoran, escola de arte! Mal posso esperar para chegar o fim do mês, quando as aulas começam!
Tuesday, April 29, 2008
Sunday, April 27, 2008
Mac alegria da Carol!
Ainda no assunto fotos, mas mudando um pouco o foco, semana passada descobri por acaso que meu lindo Mac passa as fotos sozinho (desde que eu escolha "full view" e aperte "play" no controle remoto/"i-shuffle"do Michael). Como se não bastasse, toca 'Jesus Alegria dos Homens' enquanto mostra as fotos. Cada dia eu adoro mais este computador! (Um adendo: comentei com o Nemo da descoberta e ele "ah, você não sabia que tinha isso?!" Não, eu não sabia e é o máximo! Eu só gostaria que ele variasse de música porque depois de um tempo, cansa.)
Ainda no assunto fotos, mas mudando um pouco o foco, semana passada descobri por acaso que meu lindo Mac passa as fotos sozinho (desde que eu escolha "full view" e aperte "play" no controle remoto/"i-shuffle"do Michael). Como se não bastasse, toca 'Jesus Alegria dos Homens' enquanto mostra as fotos. Cada dia eu adoro mais este computador! (Um adendo: comentei com o Nemo da descoberta e ele "ah, você não sabia que tinha isso?!" Não, eu não sabia e é o máximo! Eu só gostaria que ele variasse de música porque depois de um tempo, cansa.)
Friday, April 25, 2008
Thursday, April 24, 2008
Tuesday, April 22, 2008
Canada ExpressTivemos o privilégio de ter Leana e Robbie conosco esse fim de semana. Entre os highlights do fimdi estão a soneca (registrada agora no Facebook) que tiramos no Dupont Circle, a comida etíope, o meercat do zoológico, que lembrava aquele famoso do youtube e a chuva torrencial que pegamos enquanto andávamos até o carro, downtown DC. Foi uma daquelas chuvas que quando você pensa que não tem como ficar pior, escuta-se mais um trovão, como que uma outra torneira celestial sendo aberta, para jogar ainda mais água. As sombrinhas não aguentaram (ou viraram do avesso ou vasaram) e ficamos enxarcados dos pés até os joelhos, sem mencionar o resto que ficou no mínimo húmido e respringado. Como tudo na vida, os museus foram ótimos e a comida também (a companhia nem se fale!) mas passados os anos, o que se lembra de uma viagem assim, é a chuva que pegamos no último dia. No mínimo memorável.
Juno
Vi Juno no DVD sábado passado. O filme é uma gracinha (e pessoalmente acho que essa palavra descreve o filme super bem) e se resume em: adolescente inteligente, eloquente e madura pra própria idade engravida do paquerinha e resolve dar o bebê para adoção em "old style". Ela quer que o bebê vá para uma família legal, bem estruturada e não tem desejo nenhum em manter vínculos de cartinhas e fotinhas enviadas todo o natal pelos pais adotivos. No entanto, ela percebe que pais perfeitos e família ideal são coisas bem difíceis de se encontrar. Enquanto isso, ela tem que lidar com os próprios problemas: ser a menina grávida do colégio. (Isso me fez lembrar de uma menina da minha sala na (salvo engano) sétima série, Elen, que de repente começou a tirar notas baixas e vomitar todos os dias no início da aula. A Elen sumiu depois de uns meses e só muito tempo depois se fez público que ela tinha tido um neném. Pelo menos a Juno aguentou firme o ano inteiro, mas obviamente não foi fácil.) Podem estourar as pipocas de microondas, porque o filme é bem legal.
Vi Juno no DVD sábado passado. O filme é uma gracinha (e pessoalmente acho que essa palavra descreve o filme super bem) e se resume em: adolescente inteligente, eloquente e madura pra própria idade engravida do paquerinha e resolve dar o bebê para adoção em "old style". Ela quer que o bebê vá para uma família legal, bem estruturada e não tem desejo nenhum em manter vínculos de cartinhas e fotinhas enviadas todo o natal pelos pais adotivos. No entanto, ela percebe que pais perfeitos e família ideal são coisas bem difíceis de se encontrar. Enquanto isso, ela tem que lidar com os próprios problemas: ser a menina grávida do colégio. (Isso me fez lembrar de uma menina da minha sala na (salvo engano) sétima série, Elen, que de repente começou a tirar notas baixas e vomitar todos os dias no início da aula. A Elen sumiu depois de uns meses e só muito tempo depois se fez público que ela tinha tido um neném. Pelo menos a Juno aguentou firme o ano inteiro, mas obviamente não foi fácil.) Podem estourar as pipocas de microondas, porque o filme é bem legal.
Wednesday, April 09, 2008
Thursday, April 03, 2008
2 takes do Muffin
Esta semana a Anna me passou as fotos que tinha tirado do Muffin enquanto ele esteve hospedado na casa dela. Na verdade, foi lá que o Muffin passou os últimos dias felizes da curta vida dele. A Anna também filmou o Muffin, são vídeos muito bonitos e delicados, com a voz dela no fundo, falando em sueco. Depois de tanto tempo sem vê-lo, me assustei em ver quão magrinho ele era (ainda mais quando comparado com Brownie e Téo!). Mas era um magricelo que sabia aproveitar a vida (vide as fotos abaixo). Esta foi a noite em que deixamos ele lá (íamos para o Japão no dia seguinte). Era no auge do inverno e Anna e Renato tinham acendido a lareira (e a deixaram acesa só para o Muffin pelo período em que ele esteve lá, vejam o mimo!). Muffin foi direto para o tapete peludo (que agora é do Nanook - vide post anterior) e lá ficou, até irmos embora. São lindas lembranças.

Esta semana a Anna me passou as fotos que tinha tirado do Muffin enquanto ele esteve hospedado na casa dela. Na verdade, foi lá que o Muffin passou os últimos dias felizes da curta vida dele. A Anna também filmou o Muffin, são vídeos muito bonitos e delicados, com a voz dela no fundo, falando em sueco. Depois de tanto tempo sem vê-lo, me assustei em ver quão magrinho ele era (ainda mais quando comparado com Brownie e Téo!). Mas era um magricelo que sabia aproveitar a vida (vide as fotos abaixo). Esta foi a noite em que deixamos ele lá (íamos para o Japão no dia seguinte). Era no auge do inverno e Anna e Renato tinham acendido a lareira (e a deixaram acesa só para o Muffin pelo período em que ele esteve lá, vejam o mimo!). Muffin foi direto para o tapete peludo (que agora é do Nanook - vide post anterior) e lá ficou, até irmos embora. São lindas lembranças.
Monday, March 31, 2008
Sunday Brunch
Passamos um domingo ótimo na casa de Anna, Renato e Nanook (a mais nova adição da família). As fotos ficaram meio "dinâmicas", com movimento, mas eu gostei (e postei) mesmo assim! O Nanook é muito querido e feliz e gosta de dormir no tapete peludo em frente à lareira (o mesmo cantinho que o Muffin gostava quando ia na casa deles).



Passamos um domingo ótimo na casa de Anna, Renato e Nanook (a mais nova adição da família). As fotos ficaram meio "dinâmicas", com movimento, mas eu gostei (e postei) mesmo assim! O Nanook é muito querido e feliz e gosta de dormir no tapete peludo em frente à lareira (o mesmo cantinho que o Muffin gostava quando ia na casa deles).
Thursday, March 27, 2008
Pudim de Pão da Geane (aka: o melhor do mundo)
Foi uma aventura: tive que cortar o pão com o martelo de tão duro (nem a faca elétrica aguentou)... Ele não amoleceu com o leite, então tive que bater no liquidificador (minha idéia brilhante!), fiz o caramelo sem água porque toda vez que jogo a água ele empedra... Aí assei por 40 minutos e o treco não tinha endurecido... (foi aí que o girino falou pra eu jogar goma de mandioca dentro pra ajudar na liga, mas eu não tinha mandioca, graças a Deus). Pus pra assar outros 40, esquentei mais o forno... Quando tirei, ele já estava moreno nas beiradas e bem assado. Acho que se eu tivesse deixado assar mais 5 minutinhos teria queimado.
Não é que deu certo? hehehe!
Foi uma aventura: tive que cortar o pão com o martelo de tão duro (nem a faca elétrica aguentou)... Ele não amoleceu com o leite, então tive que bater no liquidificador (minha idéia brilhante!), fiz o caramelo sem água porque toda vez que jogo a água ele empedra... Aí assei por 40 minutos e o treco não tinha endurecido... (foi aí que o girino falou pra eu jogar goma de mandioca dentro pra ajudar na liga, mas eu não tinha mandioca, graças a Deus). Pus pra assar outros 40, esquentei mais o forno... Quando tirei, ele já estava moreno nas beiradas e bem assado. Acho que se eu tivesse deixado assar mais 5 minutinhos teria queimado.
Não é que deu certo? hehehe!
Tuesday, March 25, 2008
Vivo a passear!
Quantas vezes passei por isso, não sei mesmo quantas vezes já passei por isso. No Canadá, no Brazil e agora aqui, e sempre com mulheres, ah, nós mulheres somos terríveis umas com as outras! Os homens estão certos nós mulheres vivemos bicando o fígado umas das outras, igual corvos na carniça.
Existem amigas que não fazem isso. E eu dou graças a Deus por tê-las. São amigas queridas, que só têm a acrescentar. Não me julgam, me querem por perto, não se queixam (afinal, quem é amigo de verdade sabe que a gente tem que deixar pra lá os defeitos dos amigos) e acima de tudo me dão força seguir em frente, apoiam minhas decisões, dão opiniões sensatas e sinceras e, acima de tudo, ficam felizes por mim, mesmo quando eu consigo alguma coisa que elas querem muito mas ainda não conseguiram.
Então hoje, dia 25 de março, adianto meu thanksgiving e agradeço a Deus pelas minhas amigas queridas (não falo nomes, elas sabem quem são), que mesmo estando longe se fazem tão presentes na minha vida!
Quantas vezes passei por isso, não sei mesmo quantas vezes já passei por isso. No Canadá, no Brazil e agora aqui, e sempre com mulheres, ah, nós mulheres somos terríveis umas com as outras! Os homens estão certos nós mulheres vivemos bicando o fígado umas das outras, igual corvos na carniça.
Existem amigas que não fazem isso. E eu dou graças a Deus por tê-las. São amigas queridas, que só têm a acrescentar. Não me julgam, me querem por perto, não se queixam (afinal, quem é amigo de verdade sabe que a gente tem que deixar pra lá os defeitos dos amigos) e acima de tudo me dão força seguir em frente, apoiam minhas decisões, dão opiniões sensatas e sinceras e, acima de tudo, ficam felizes por mim, mesmo quando eu consigo alguma coisa que elas querem muito mas ainda não conseguiram.
Então hoje, dia 25 de março, adianto meu thanksgiving e agradeço a Deus pelas minhas amigas queridas (não falo nomes, elas sabem quem são), que mesmo estando longe se fazem tão presentes na minha vida!
Sunday, March 23, 2008
Eat, Pray, Love
Comer, rezar, amar. Comecei a ler este livro bonitinho mas bem ordinário ontem à tarde. Ele fala sobre a jornada de uma mulher recém divorciada em busca de "tudo" (amor, iluminação, auto-conhecimento, auto-estima, paz) enquanto viaja pela Itália (eat), Índia (pray) e Indonésia (love).
A primeira coisa que se percebe é que são três letras "I". A segunda é que ele é um mix de auto-ajuda com uma narradora cuja prosa é sem sentido, auto-centrada e auto-comiserativa. Primeiro, a autora menciona que queria se divorciar, ela decide não entrar nos méritos da questão (afinal não é da nossa conta), mas resolve dar uma justificativa superficial do tipo: "eu tinha 30 anos e não queria filhos"! Conversa pra boi dormir. Depois, em um surto psicótico, ela escreve para Deus num papel e ele responde (com ela também escrevendo a resposta) no papel. Percebe-se, ainda no início do livro, que a sra. Gilbert é do tipo de pessoa que não tolera a hipótese de ficar sozinha, nem que seja por um breve período de tempo. Bem, sendo filha única, sou escolada no quesito 'ficar sozinha sem me sentir sozinha' e, pelo menos para mim, é muito difícil entender pessoas que preferem relações auto-destrutivas a ficarem em paz sozinhas (de acordo com uma amiga minha as palavras "paz" e "sozinha" não vão bem juntas).
As aventuras gastronômicas dela pela Itália são até interessantinhas, ela descreve (de novo, de forma superficial, pois tudo é superficial no livro) os pratos que come e que a fizeram ganhar - ou melhor, adquirir, pois peso não se ganha - 23 pounds em 4 meses. Mas é a capacidade que ela tem em insistir em se sentir miserável, mesmo tendo conseguido o que queria (se divorciar/ir estudar italiano na Itália/ganhar um baita adiantamento do livro que ia escrever, o que proporcionou a oportunidade de viajar nesses 3 países por 1 ano/morar num bairro chic em Roma, na companhia de pessoas interessantes/viajar pra tudo quanto é canto/fazer amigos) que me irrita mais profundamente. Ninguém merece.
Vou terminar o livro, mas não tenho qualquer ilusão de que os capítulos "pray" e "love" serão profundos ou elucidativos. Eat, Pray, Love é um bestseller que (espero) será esquecido no tempo.
Comer, rezar, amar. Comecei a ler este livro bonitinho mas bem ordinário ontem à tarde. Ele fala sobre a jornada de uma mulher recém divorciada em busca de "tudo" (amor, iluminação, auto-conhecimento, auto-estima, paz) enquanto viaja pela Itália (eat), Índia (pray) e Indonésia (love).
A primeira coisa que se percebe é que são três letras "I". A segunda é que ele é um mix de auto-ajuda com uma narradora cuja prosa é sem sentido, auto-centrada e auto-comiserativa. Primeiro, a autora menciona que queria se divorciar, ela decide não entrar nos méritos da questão (afinal não é da nossa conta), mas resolve dar uma justificativa superficial do tipo: "eu tinha 30 anos e não queria filhos"! Conversa pra boi dormir. Depois, em um surto psicótico, ela escreve para Deus num papel e ele responde (com ela também escrevendo a resposta) no papel. Percebe-se, ainda no início do livro, que a sra. Gilbert é do tipo de pessoa que não tolera a hipótese de ficar sozinha, nem que seja por um breve período de tempo. Bem, sendo filha única, sou escolada no quesito 'ficar sozinha sem me sentir sozinha' e, pelo menos para mim, é muito difícil entender pessoas que preferem relações auto-destrutivas a ficarem em paz sozinhas (de acordo com uma amiga minha as palavras "paz" e "sozinha" não vão bem juntas).
As aventuras gastronômicas dela pela Itália são até interessantinhas, ela descreve (de novo, de forma superficial, pois tudo é superficial no livro) os pratos que come e que a fizeram ganhar - ou melhor, adquirir, pois peso não se ganha - 23 pounds em 4 meses. Mas é a capacidade que ela tem em insistir em se sentir miserável, mesmo tendo conseguido o que queria (se divorciar/ir estudar italiano na Itália/ganhar um baita adiantamento do livro que ia escrever, o que proporcionou a oportunidade de viajar nesses 3 países por 1 ano/morar num bairro chic em Roma, na companhia de pessoas interessantes/viajar pra tudo quanto é canto/fazer amigos) que me irrita mais profundamente. Ninguém merece.
Vou terminar o livro, mas não tenho qualquer ilusão de que os capítulos "pray" e "love" serão profundos ou elucidativos. Eat, Pray, Love é um bestseller que (espero) será esquecido no tempo.
Saturday, March 22, 2008
Como diria meu marido, a "baranguina" me afetou. Ele cunhou este termo há muitos anos, justificando porquê algumas grávidas que conhecíamos tinham, de repente, ficado mais... bem, barangas. Então, ainda de acordo com ele, a "baranguina" é um hormônio secretado pelas mulheres a partir da gravidez e que nunca mais deixa de ser secretado (afinal, como diz a minha mãe, 'filho é pra vida toda, né Carol?!').
Já afetadíssima, mas sem os mood swings típicos da gravidez (não me dou este luxo), aluguei este documentário de um sueco chamado Lennard Nilsson, "The Miracle of Life". Eu estava esperando algo do gênero "Deus fez o homem pôr uma sementinha no ventre da mulher, a sementinha brotou e depois de nove meses, temos o milagre da vida... tudo milagroso, piegas e sem processos químicos ou biológicos envolvidos". Ainda bem que eu estava errada! O documentário é fantástico, primeiro porque começa explicando a origem da vida no planeta e depois explica (e isso não sei como que fizeram) com imagens de dentro do sistema reprodutivo da mulher, todo o processo de chegada do espermatozóide até o oócito. A produção de espermatozóides também é incrívelmente detalhada e ilustrada (também em câmera!), mas a jornada deles até o óvulo é que me fascinou, todos os percalços que eles encontram no caminho, o corpo da mulher atacando aqueles "corpos estranhos" enquanto eles batalham pra cumprir a função natural deles: correr, bem rapidinho, batendo o rabinho comprido, pra chegar primeiro no (música celestial tocando ao fundo) óvulo!
Passadas todas as dificuldades, óvulo fecundado e tudo, de novo não sei como foi feito isso, mas o documentário mostra a divisão celular (ok, esta parte foi fácil) até a formação do embrião e depois disso, a evolução do embrião: 4 semanas, 6 semanas, 7 semanas (aí ele já mexe as mãozinhas!), 9 semanas, 11 semanas e com 16 semanas, o feto está todo formadinho e já tem até sobrancelhas.
É claro que um documentário que trata da geração da vida não podia deixar de terminar com o produto final chegando ao mundo. Essa foi a única parte que não me agradou muito (tenho a maior aflição). Mas o documentário é altamente recomendado não só para os afetados pela baranguina, como eu, mas para aqueles que têm interesse em reprodução de forma geral.
Wednesday, March 19, 2008
Friday, March 14, 2008
Faxina
Hoje tomei coragem e, enquanto limpava a geladeira, me desfiz das passinhas, antibióticos e vitaminas do Muffin. Cheguei a jogar na lixeira e pôr de volta na geladeira (era um saco de lixo novinho!), por fim, telefonei para o Michael para ter certeza que podia jogar tudo fora e, claro, aliviar minha consciência. Aproveitei a faxina e me desfiz também das sacolas compridas com que ele gostava de brincar. Agora restam as caminhas, cobertorzinhos e um saco inteiro de ração, que doarei no Humane Society. Não é fácil, mas é a vida.
Hoje tomei coragem e, enquanto limpava a geladeira, me desfiz das passinhas, antibióticos e vitaminas do Muffin. Cheguei a jogar na lixeira e pôr de volta na geladeira (era um saco de lixo novinho!), por fim, telefonei para o Michael para ter certeza que podia jogar tudo fora e, claro, aliviar minha consciência. Aproveitei a faxina e me desfiz também das sacolas compridas com que ele gostava de brincar. Agora restam as caminhas, cobertorzinhos e um saco inteiro de ração, que doarei no Humane Society. Não é fácil, mas é a vida.
Thursday, March 13, 2008
Amor nos tempos do cólera
Comecei a ler em dezembro, mas aí as coisas ficaram meio caóticas, tive que parar, já nem me lembrava direito da história quando retomei a leitura esta tarde e não consigo desgrudar do livro!
Na fila, está "Eat, Pray, Love" (de Elisabeth Gilbert), que a minha vizinha fez questão de me emprestar, é um New York Times Bestseller (não que isso me impressione) e esteve no Book Club de ninguém menos que a Oprah, daí a popularidade do livro.
Comecei a ler em dezembro, mas aí as coisas ficaram meio caóticas, tive que parar, já nem me lembrava direito da história quando retomei a leitura esta tarde e não consigo desgrudar do livro!
Na fila, está "Eat, Pray, Love" (de Elisabeth Gilbert), que a minha vizinha fez questão de me emprestar, é um New York Times Bestseller (não que isso me impressione) e esteve no Book Club de ninguém menos que a Oprah, daí a popularidade do livro.
Monday, March 10, 2008
Jantando com o Nemo sexta retrasada, mencionei que nada bonitinho (mimoso, nas palavras dele) entrava no meu prato. Peixes e galinhas não são lá os animais mais fofos do universo, então esses dois entram. Golfinhos, baleias, ursos, carneirinhos, boizinhos, isso não. Aí contei que pessoas como eu não se enquadram em "vegetarianas" mas sim no termo que criei para conseguir dar definição aos meus estranhos hábitos alimentares: "Noncutevore". Tá na página do Nemo, a Por um Punhado de Pixels; de lá só falta ir pro Aurélio!
(vaquinha do cuteoverload.com)
Friday, March 07, 2008
Tenho uma amiga muito querida, que se chama Claire. Nos conhecemos no Canadá, em 2001. Fazíamos ginástica juntas, eu e Georgia, e ficávamos tagarelando em português horas à fio, na esteira, na bicicleta, no remo, no elíptico. Um dia uma senhora (a Claire) falou que o som da nossa voz era como o de passarinhos cantando. Ficamos super felizes, claro, e a Claire foi incluída nas conversas desde então. Quando a Georgia voltou pro Brasil, continuei malhando com a Claire.
Estimo que ela tenha perto de 80 anos (um pouco pra cima ou um pouco pra baixo disso), mas ela é da Jamaica, então não aparenta ter mais que 60 e poucos. Adoro a Claire e desde que mudei do Canadá, sempre mantemos contato via "snailmail" pois ela se recusa a se modernizar. Na última carta, a Claire me falou que tinha um neto que morava aqui em Washington. Ela ia olhar com a filha o endereço e o telefone dele e da mulher, para me passar. Antes de ir para o Japão, a Claire me ligou e me passou os dados do neto. O prefixo do telefone era estranho, mas aparentemente eles moravam em Takoma (Takoma Park, um bairro na periferia de DC, perto de uma das ongs onde eu voluntario).
Então ontem tomei coragem e liguei. Fiquei imaginando (antes de ligar) o quão estranho soaria "oi, meu nome é fulana de tal e eu sou amiga da sua avó, vamos nos encontrar?". Mas a Claire é tão legal, eu liguei. Caiu na secretária, deixei um recado falando meu nome, que eu era amiga da avó do fulano e que eu também morava na região de DC e que eu voluntariava perto de Takoma. Pois bem, tiro uma soneca e acordo com o telefone, eu atendo, era uma mulher chamada Arlene. Ela falou "hi, it's Arlene" e eu tonta ainda do meu cochilo, falei "so?". Ela: "Arlene! ...you just called us!". Aí caiu a ficha, eu falei, ah, que ótimo, sou muito amiga da Claire e ela me interrompe: "There's been some mistake". Eu: "ah?"... Ela "Yeah, we live in Washington State, in the city of Takoma". Poucas vezes na vida fiquei tão sem graça... Dei tchau pra Arlene e escondi a cara entre as almofadas do sofá. Inútil tentar voltar a dormir depois dessa.
Estimo que ela tenha perto de 80 anos (um pouco pra cima ou um pouco pra baixo disso), mas ela é da Jamaica, então não aparenta ter mais que 60 e poucos. Adoro a Claire e desde que mudei do Canadá, sempre mantemos contato via "snailmail" pois ela se recusa a se modernizar. Na última carta, a Claire me falou que tinha um neto que morava aqui em Washington. Ela ia olhar com a filha o endereço e o telefone dele e da mulher, para me passar. Antes de ir para o Japão, a Claire me ligou e me passou os dados do neto. O prefixo do telefone era estranho, mas aparentemente eles moravam em Takoma (Takoma Park, um bairro na periferia de DC, perto de uma das ongs onde eu voluntario).
Então ontem tomei coragem e liguei. Fiquei imaginando (antes de ligar) o quão estranho soaria "oi, meu nome é fulana de tal e eu sou amiga da sua avó, vamos nos encontrar?". Mas a Claire é tão legal, eu liguei. Caiu na secretária, deixei um recado falando meu nome, que eu era amiga da avó do fulano e que eu também morava na região de DC e que eu voluntariava perto de Takoma. Pois bem, tiro uma soneca e acordo com o telefone, eu atendo, era uma mulher chamada Arlene. Ela falou "hi, it's Arlene" e eu tonta ainda do meu cochilo, falei "so?". Ela: "Arlene! ...you just called us!". Aí caiu a ficha, eu falei, ah, que ótimo, sou muito amiga da Claire e ela me interrompe: "There's been some mistake". Eu: "ah?"... Ela "Yeah, we live in Washington State, in the city of Takoma". Poucas vezes na vida fiquei tão sem graça... Dei tchau pra Arlene e escondi a cara entre as almofadas do sofá. Inútil tentar voltar a dormir depois dessa.
Wednesday, March 05, 2008
Esta manhã acordamos 5.40, para conseguirmos chegar às 6.20 "sharp" na estação de metrô. Lá nos encontramos com um outro pos-doc do laboratório do Michael e um convidado de Mali. Chegando na Union, andamos alguns quarteirões e às 7 em ponto já estávamos no portão especificado pela própria Casa Branca, o portão dos fundos, por onde os visitantes entram. De novo, encontramos mais pessoas do NIH, o resto do grupo que formamos para fazer esta visita, agendada há mais de um mês.
Para visitar a Casa Branca, não se deve levar (se levar não entra!): bolsas, mochilas ou sacolas; chicletes (nem pode mascar chicletes lá dentro); comidas e bebidas. Pode-se levar câmeras fotográficas mas não pode tirar foto dentro da casa, então é inútil. Passamos por dois security checks e fomos avisados que todas as salas teriam agentes do serviço secreto e que poderíamos fazer qualquer pergunta para eles (eles de fato sabiam informar muita coisa sobre a história da Casa Branca e de quem é tal retrato, coisas assim).
Foi meio decepcionante, por um lado, porque eu esperava ver mais! Honestamente, eu imaginava que seria um tour guiado, com uma guia vestida a lá Jackie O., falando sobre as massanetas, sobre as obras de arte, as reformas que a sra. Kennedy fez na casa. Mas não, os guias são "auto-guiados", eles te dão um mapa (com a figura acima) que tem algumas explicações sobre as salas e só. Além disso, pensei que fosse poder ficar olhando as fotos por algum tempo mas os grupos que seguiam estavam sempre nos empurrando pra frente... não dava para ficar "admirando" o retrato do J. Kennedy, por exemplo (de longe, meu retrato favorito).
Por fim, quando você ainda anseia por mais, um agente do serviço secreto te mostra a porta de saída. Saímos pela porta principal da Casa Branca, em meio àquelas famosas colunas. Tinham pessoas olhando a casa do portão (sempre tem turista lá) e acenei, como uma primeira-dama de tenis all star e chapeu xadrez faria. Logo fui pressionada para descer as escadas e seguir meu rumo pelo próximo grupo de turistas que vinha atrás. E assim terminaram meus segundos de sonho e glória!
Tuesday, March 04, 2008
Esqueci de escrever, no post abaixo, que hoje gastei algumas horas do meu precioso tempo fazendo um log das cidades que eu já visitei. Só marquei as que eu realmente passei um tempinho lá (nada de escala em aeroporto por exemplo). Não cheguei nem perto da quantidade de cidades que o Girino já visitou (a idéia foi dele), mas ai vai!
Monday, March 03, 2008
Theo e Muffin
Tenho pensado muito no Theo ultimamente, especialmente depois de descobrir que ele está bastante doente. O Theo é o furão parrudo e branquinho do vídeo abaixo. O Muffin ficava tão feliz com as visitas do Theo (o Theo visitava quando o pai dele, o Felipe, viajava), que assim que o Theo chegava lá em casa ele começava a saltitar de alegria. Era lindo! Os dois brincavam 50% do tempo e dormiam (juntinhos) os outros 50%. Que saudades.
Tenho pensado muito no Theo ultimamente, especialmente depois de descobrir que ele está bastante doente. O Theo é o furão parrudo e branquinho do vídeo abaixo. O Muffin ficava tão feliz com as visitas do Theo (o Theo visitava quando o pai dele, o Felipe, viajava), que assim que o Theo chegava lá em casa ele começava a saltitar de alegria. Era lindo! Os dois brincavam 50% do tempo e dormiam (juntinhos) os outros 50%. Que saudades.
Friday, February 29, 2008
Um tempão se passou, tive a visita da Ana Paula e do Diogo, meus ex-alunos no Brasil, DC está cada vez mais frio (viva fevereiro!) mas tivemos a chance (eu e minhas visitas) de ir ver o Tai Shan, o bebê panda do zoológico de DC. Lá fiz um filme, bem meia-boca (perdão pela expressão), mas que dá pra ver a fofura que o Tai-Shan é.
Sunday, February 17, 2008
Tuesday, February 12, 2008
O ano em que me tornei "balzaquiana"
Pode parecer assustador, mas fazer 30 anos não é tão difícil assim. Você vai dormir feliz, com 29 anos e acorda já com seus 30. Parece ontem que fiz 20, me senti tão adulta! Mas já sou uma das únicas portadoras de um número 2 como primeiro dígito de idade em meio ao meu círculo social, isso me conforta. Desconfortante é ouvir as piadinhas de que agora é só morro abaixo, que agora sim meu corpo vai despencar de vez e que quando os filhos vierem vou ficar igual a uma índia da National Geographic: prejudicada pela lei da gravidade e ainda assim, feliz.
É em horas como esta (de pensamentos gráficos e traumatizantes a respeito do meu futuro, em que vejo minha juventude se esvaindo e as linhas de espressão fincando o pé no meu rosto) que me lembro de um texto da Danuza Leão (eu adoro ela, por sinal). Aí vai o texto, na íntegra, para todos nós nos deleitarmos com o fato de que aos 30, 40, 50... , ainda somos bastante jovens.
Aos jovens (Danuza Leão) - publicado na Folha de São Paulo em 13/03/2005.
Você, que tem 20, 30 ou 40 anos, fique alerta: essa idade vai passar, e mais depressa do que imagina.
Não perca tempo, por favor, sofrendo porque a mãe ou o pai sei lá o quê.
Nada importa; quem tem 25 anos deve aproveitar a vida a cada segundo. Talvez seja inútil dizer isso, porque quem tem 25 não ouve os mais velhos, mas é muito bom ter 25. Não importa se o dinheiro está curto, se foi abandonada pelo namorado, se o futuro é incerto. Nessa idade, não há futuro certo ou incerto, há muito mais: há futuro.
Aproveite; se estiver triste em casa nesse domingo, sem amigos, nem amores nem dinheiro, pense: sou jovem, tenho uma vida pela frente. Isso é melhor do que todas as glórias do mundo, só que ninguém diz isso aos que têm 25. A mim, ninguém nunca disse.
Não dizem talvez por inveja; é mais fácil mostrar que a vida é dura, que é preciso estudar, trabalhar -o que também é verdade; mas ninguém pega uma menina ou um garoto de 25 pelos ombros, sacode, e diz: "Você tem 25, não se esqueça disso um só minuto, viva sua juventude. Aproveite e viva, porque ela vai passar".
E passa. Não que aos 50 não se tenham outras alegrias, outras compensações; mas saber que os de 25 não se dão conta do que estão vivendo é quase revoltante. Seria preciso que eles pensassem, de hora em hora, a cada minuto: "Tenho 25 anos".
Nessa idade não temos obrigação de nada, a não ser a de sermos felizes. Se o seu time perdeu o campeonato, se os juros estão altos, se o Waldomiro não foi preso, olhe para seu joelho, bote uma saia bem curta e vá dar uma volta no quarteirão. Coma um sanduíche bem engordativo, beba um refrigerante não-diet, deite num banco de praça, de preferência debaixo de uma árvore, e olhe o céu através das folhas, mais lindo do que a mais linda renda francesa. E respire fundo, muito fundo, pensando em tudo que pode e ainda vai poder fazer durante muito tempo, isto é: qualquer coisa.
Ache graça em tudo, ria de tudo. O dinheiro está curto, o namorado sumiu, a melhor amiga fez uma falseta? E daí? O dinheiro pode pintar, namorado é o que não vai faltar, e a amiga, esqueça. Tome um sorvete de casquinha, pegue aquele biquíni do ano passado -o único que você tem-, vá para uma praia, e, quando mergulhar, tenha a consciência de que não existem diamantes nem rubis que façam alguém mais feliz do que a sensação de mergulhar no mar.
Quando, à noite, for para a cama com sono, pense na felicidade que é botar a cabeça no travesseiro e dormir sem precisar de comprimido para esperar o sono vir; e, quando acordar e se olhar no espelho, pense em outra felicidade, que é não ter que pintar o olho, botar um blush nem fazer uma escova, pois, por menos bonita que se seja, sempre se é linda aos 25 anos.
E, se alguma coisa te aborrecer, tire da cabeça e pense: "Sou jovem, e isso ninguém pode tirar de mim".
E viva, e sonhe, e seja feliz, porque um dia a juventude vai passar, e será uma tristeza se você não tiver aproveitado todos os minutos dela, ou os de quando tiver 30, 40, 50, 60, 70, 80 ou 90.
Para que nunca passe pela sua cabeça a pior de todas as coisas: "Eu não aproveitei a minha vida".
Pode parecer assustador, mas fazer 30 anos não é tão difícil assim. Você vai dormir feliz, com 29 anos e acorda já com seus 30. Parece ontem que fiz 20, me senti tão adulta! Mas já sou uma das únicas portadoras de um número 2 como primeiro dígito de idade em meio ao meu círculo social, isso me conforta. Desconfortante é ouvir as piadinhas de que agora é só morro abaixo, que agora sim meu corpo vai despencar de vez e que quando os filhos vierem vou ficar igual a uma índia da National Geographic: prejudicada pela lei da gravidade e ainda assim, feliz.
É em horas como esta (de pensamentos gráficos e traumatizantes a respeito do meu futuro, em que vejo minha juventude se esvaindo e as linhas de espressão fincando o pé no meu rosto) que me lembro de um texto da Danuza Leão (eu adoro ela, por sinal). Aí vai o texto, na íntegra, para todos nós nos deleitarmos com o fato de que aos 30, 40, 50... , ainda somos bastante jovens.
Aos jovens (Danuza Leão) - publicado na Folha de São Paulo em 13/03/2005.
Você, que tem 20, 30 ou 40 anos, fique alerta: essa idade vai passar, e mais depressa do que imagina.
Não perca tempo, por favor, sofrendo porque a mãe ou o pai sei lá o quê.
Nada importa; quem tem 25 anos deve aproveitar a vida a cada segundo. Talvez seja inútil dizer isso, porque quem tem 25 não ouve os mais velhos, mas é muito bom ter 25. Não importa se o dinheiro está curto, se foi abandonada pelo namorado, se o futuro é incerto. Nessa idade, não há futuro certo ou incerto, há muito mais: há futuro.
Aproveite; se estiver triste em casa nesse domingo, sem amigos, nem amores nem dinheiro, pense: sou jovem, tenho uma vida pela frente. Isso é melhor do que todas as glórias do mundo, só que ninguém diz isso aos que têm 25. A mim, ninguém nunca disse.
Não dizem talvez por inveja; é mais fácil mostrar que a vida é dura, que é preciso estudar, trabalhar -o que também é verdade; mas ninguém pega uma menina ou um garoto de 25 pelos ombros, sacode, e diz: "Você tem 25, não se esqueça disso um só minuto, viva sua juventude. Aproveite e viva, porque ela vai passar".
E passa. Não que aos 50 não se tenham outras alegrias, outras compensações; mas saber que os de 25 não se dão conta do que estão vivendo é quase revoltante. Seria preciso que eles pensassem, de hora em hora, a cada minuto: "Tenho 25 anos".
Nessa idade não temos obrigação de nada, a não ser a de sermos felizes. Se o seu time perdeu o campeonato, se os juros estão altos, se o Waldomiro não foi preso, olhe para seu joelho, bote uma saia bem curta e vá dar uma volta no quarteirão. Coma um sanduíche bem engordativo, beba um refrigerante não-diet, deite num banco de praça, de preferência debaixo de uma árvore, e olhe o céu através das folhas, mais lindo do que a mais linda renda francesa. E respire fundo, muito fundo, pensando em tudo que pode e ainda vai poder fazer durante muito tempo, isto é: qualquer coisa.
Ache graça em tudo, ria de tudo. O dinheiro está curto, o namorado sumiu, a melhor amiga fez uma falseta? E daí? O dinheiro pode pintar, namorado é o que não vai faltar, e a amiga, esqueça. Tome um sorvete de casquinha, pegue aquele biquíni do ano passado -o único que você tem-, vá para uma praia, e, quando mergulhar, tenha a consciência de que não existem diamantes nem rubis que façam alguém mais feliz do que a sensação de mergulhar no mar.
Quando, à noite, for para a cama com sono, pense na felicidade que é botar a cabeça no travesseiro e dormir sem precisar de comprimido para esperar o sono vir; e, quando acordar e se olhar no espelho, pense em outra felicidade, que é não ter que pintar o olho, botar um blush nem fazer uma escova, pois, por menos bonita que se seja, sempre se é linda aos 25 anos.
E, se alguma coisa te aborrecer, tire da cabeça e pense: "Sou jovem, e isso ninguém pode tirar de mim".
E viva, e sonhe, e seja feliz, porque um dia a juventude vai passar, e será uma tristeza se você não tiver aproveitado todos os minutos dela, ou os de quando tiver 30, 40, 50, 60, 70, 80 ou 90.
Para que nunca passe pela sua cabeça a pior de todas as coisas: "Eu não aproveitei a minha vida".
Muffin Overload
Ontem, enquanto eu esperava o Michael chegar em casa, passei um tempo organizando minhas fotos e, para minha surpresa, encontrei alguns videos do Muffin que filmei com a câmera nova, então nem ficaram tão ruins assim. Ele era um menino muito feliz e alegrinho, sempre brincando (quando não estava dormindo...)! Sentimos tanta falta dele serelepando pela casa, que ainda não tive coragem de guardar as coisinhas dele. Os brinquedos e cobertores estão no nosso quarto e a tigelinha de comida ainda está na cozinha. Baby steps, tudo em baby steps.
Ontem, enquanto eu esperava o Michael chegar em casa, passei um tempo organizando minhas fotos e, para minha surpresa, encontrei alguns videos do Muffin que filmei com a câmera nova, então nem ficaram tão ruins assim. Ele era um menino muito feliz e alegrinho, sempre brincando (quando não estava dormindo...)! Sentimos tanta falta dele serelepando pela casa, que ainda não tive coragem de guardar as coisinhas dele. Os brinquedos e cobertores estão no nosso quarto e a tigelinha de comida ainda está na cozinha. Baby steps, tudo em baby steps.
Monday, February 11, 2008
Sunday, February 10, 2008
Fim da Historia
Enterramos o Muffin ontem, em Richmond, Virginia, no quintal dos nossos amigos, Mark e DeAndra. Na clinica, onde guardaram o corpinho dele, as enfermeiras prepararam uma caixinha escrita: Muffin Waisberg, coloriram a caixa de azul e amarelo e colaram fotos de furoes pela caixa afora. Choramos de emocao quando vimos tamanho carinho que essas pessoas tiveram. Escolhemos um lugar embaixo de um pe de Magnolia. Cada um escreveu uma mensagem para o Muffin em uma concha e colocamos em volta da caixinha. Colocamos tambem uma carta que eu tinha escrito e a Melzinha, o brinquedo favorito dele. Cada um de nos falou um pouco sobre as memorias que tinhamos do Muffin (nos tres tinhamos passado um otimo fim de semana aqui em Richmond logo antes do natal). Foi lindo e simples, do jeito que tinha que ser.
(Adeus Muffin... olhe os passarinhos e os esquilinhos que pulam em volta de voce.)
Enterramos o Muffin ontem, em Richmond, Virginia, no quintal dos nossos amigos, Mark e DeAndra. Na clinica, onde guardaram o corpinho dele, as enfermeiras prepararam uma caixinha escrita: Muffin Waisberg, coloriram a caixa de azul e amarelo e colaram fotos de furoes pela caixa afora. Choramos de emocao quando vimos tamanho carinho que essas pessoas tiveram. Escolhemos um lugar embaixo de um pe de Magnolia. Cada um escreveu uma mensagem para o Muffin em uma concha e colocamos em volta da caixinha. Colocamos tambem uma carta que eu tinha escrito e a Melzinha, o brinquedo favorito dele. Cada um de nos falou um pouco sobre as memorias que tinhamos do Muffin (nos tres tinhamos passado um otimo fim de semana aqui em Richmond logo antes do natal). Foi lindo e simples, do jeito que tinha que ser.
(Adeus Muffin... olhe os passarinhos e os esquilinhos que pulam em volta de voce.)
Wednesday, February 06, 2008
Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Pequeno Príncipe (Antoine de Saint Exupéry)
Tuesday, February 05, 2008
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)(e e cummings)___________________________
Muffin foi se encontrar com Brownie hoje, ao meio-dia. Ele deixou muita saudade.
Subscribe to:
Posts (Atom)












