Sunday, January 27, 2008
Sexta-feira fomos numa festa japonesa. Como todo o resto, os japoneses festejam muito bem. Muita comida e bebida; ao contrario dos americanos, os japoneses conversam alto e interagem bastante. No fim da festa, fomos para outra (desta vez com karaoke!!) e mais sake ainda.
Thursday, January 24, 2008
Wednesday, January 23, 2008
De cima para baixo.
A primeira, eu no Okaido, uma rua inexplicavel que agrada desde fashionistas ate geeks em busca do ultimo gadget. Depois, o Templo Shinonome, no alto de uma montanha, construido no seculo 18, destruido na Segunda Guerra e agora reformado. Fica no centro da cidade, entao e um dos mais visitados (apesar de nao ser um dos mais bonitos). Foto 3: detalhe da muralha do Matsuyama Castle (no fundo se ve o castelo). Um gatinho que mora no castelo veio me ver... Outra foto da muralha e uma arvore no jardim. Chegando no castelo e vista de cima do castelo (no terceiro andar). Tirei esta foto de uma "janela lanca flechas". As duas fotos seguintes sao do Memorial do Akiyama Brothers, design do Tadao Ando. Perdi o folego de tao incrivel (ao vivo tudo e diferente!). Michael, na escadaria do templo esta manha.
Hoje fui ao Castelo de Matsuyama (as baterias da camera estao carregando, impossivel uploadar as fotos agora). O castelo comecou a ser construido em 1603 e originalmente tinha 5 telhados e 5 andares. A parte principal do castelo, a Main Dojon, foi destruida por um raio em 1784. A reconstrucao comecou em 1820, mas houveram modificacoes na estrutura. Em 1945 varias partes do castelo foram destruidas pela Segunda Guerra e posteriormente reconsruidas. O castelo e lindissimo e fica numa montanha, bem no meio da cidade. Os portoes funcionavam como armadilhas para invasores - alguns nao tinham portas, de forma a convencer os invasores de passarem por ele e assim, deixa-los encurralados. A arquitetura e fantastica - os japoneses dao muito valor aos detalhes, aparentemente desde sempre - e e legal ver as pequenas janelinhas, construidas especialmente para o envio de flechas nos invasores. A caminhada ate o castelo e linda (tem bondinho, mas sao so 100 metros morro acima). Depois fui a um museu em que ninguem falava ingles, todas explicacoes estavam em japones e minha guia falou por meia hora sem parar. Em japones. Obviamente, continuei "clueless". Era "to... coco kate ronate dishiki aro newa"... non stop. Needless to say... me diverti horrores! :-)
Tuesday, January 22, 2008
Sushi (the real thing) de peixes pescados aqui na ilha. Matsuyama e banhada pelo Oceano Pacifico e o Mar do japao, por isso ha uma variedade incrivel de peixes disponiveis para os mais variados paladares. O da esquerda, prateado, e sushi de peixe-espada. Eles servem assim, com a pele mesmo, e tinha achado super gostoso ate o Dr. Tsuboi me informar da procedencia do sushi. Fiquei com do, mas ja estava no prato mesmo... Na segunda foto estamos brindando o delicioso sake de uma fabrica local, inexplicavel o sabor e o perfume, enquanto saboreavamos o Chabu-chabu, prato tipico japones. Dr. Tsuboi, nosso anfitriao. Eu, no escritorio do Free-Cell Lab, Universidade de Ehime.
Oceano Artico
Das muitas coisas impressionantes, uma das mais interessantes e que sobrevoamos o Oceano Artico. Nosso aviao saiu de Washington, subiu para o Canada, atravessou o Hudson Bay, o Polo Norte, o Oceano Artico e a Siberia ate chegar aqui. Foram 13 horas muito entediantes, os filmes do aviao nao eram la muito bons. Stardust foi legalzinho, The Nanny Diaries bonitinho e engracadinho, December Boys (so vi o final) parecia bom. Percebi que na United eles te dao as seguintes opcoes de filme: 1 faroeste, 1 drama (December Boys), 1 geek (foi como eu classifiquei Stardust), 1 comedia romantica (The Nanny Diaries), 1 filme do tipo "familia" (esqueci o nome), 1 filme mega B, 1 documentario (ate interessante sobre a NASA). Voltando ao roteiro do voo, o que me deixou chocada foi a vista do Artico. Ver o sol nascer naquela imensidao branca e cinza foi emocionate, kilometros e kilometros de gelo com rachaduras colossais (dai o contraste branco e cinza). Me perguntei se as rachaduras no gelo eram devido ao aquecimento global, afinal estamos em pleno janeiro, mas nao sei.
Thursday, January 17, 2008
Wednesday, January 16, 2008
Tuesday, January 15, 2008
Monday, January 14, 2008
Thursday, January 10, 2008
Me voluntariei para ser uma "healthy volunteer" em clinical researches no NIH. A razao para isso - e por aqui ja esta obvio que ainda nao consegui arrumar meu teclado - e que o Michael ja estava se voluntariando nesse estudo de MRI que estuda o efeito do stress no cerebro, achou o maximo ajudar o rapazinho que faz a pesquisa e ainda fez 500 dolares faceis. Bem, nao sei se sao tao faceis assim: hoje tive que acordar cedo e ir para o main campus do NIH, que fica a 10 minutos da nossa casa. Chegando la, demorei mais de meia hora para passar pela seguranca no portao de entrada (todos visitantes, sem excecao, tem que passar por um security check semelhante ao dos aeroportos internacionais, nos temos inclusive que sair do carro, passar pelo detector de metais e esperar fora do carro para que o carro seja inspecionado duas vezes: uma com um lencinho - para testar explosivos - outra por dois agentes ao mesmo tempo, procurando armas etc.) e outros 5 minutos pela seguranca do predio onde estava indo.
Depois disso, fui para o Admissions. Assinei um contrato dizendo que eu era uma voluntaria saudavel e assinei os termos de confidencialidade. Um dado interessante sobre a "confidencialidade": os hospitais sao obrigados (por lei) a entregar suas informacoes para as companhias de seguro e estas tem direito de te vender seguro de saude ou nao, de acordo com seus medical records.
De la, fui para uma clinica, onde checaram minha saude fisica e mental. A mental foi a parte mais divertida: tive que responder cerca de 20 paginas de questionarios com perguntas do tipo "com qual das duas opcoes voce concorda mais 1- eu gosto muito de cheiros corporais especialmente o de pessoas sem banho; ou 2- eu detesto qualquer tipo de cheiro corporal". Outra pergunta interessante em que, de novo, eu tinha que marcar a opcao com a qual eu concordava mais: "1-uma festa boa e aquela em que as pessoas ficam bebadas e intoxicadas; ou 2- eu gosto de festas em que nao se serve bebidas alcoolicas". Quando terminei tudo, veio uma psicologa conversar comigo. Ela fez mais ou menos as mesmas perguntas dos questionarios (talvez pra testar a consistencia das minhas respostas?), mas o questionario dela tinha mais de 100 paginas! Enfim, tudo isso e mais os exames de sangue tomaram minha manha inteira.
Agora que terminei os exames, se eu me qualificar (ou seja, se eu nao for classificada como doidinha), vao me chamar para os MRIs. Nos MRIs, eles testam o stress colocando uma das suas maos na agua fria e dando choque no seu tornozelo. Sao 3 sessoes de tortura, que so acontece nos sabados.
Aqueles 500 dolares... ainda soam faceis?
Sunday, January 06, 2008
Wednesday, December 19, 2007

Evicted!
Desde que chegamos aqui (há 3 meses), toda vez que passávamos pelo primeiro andar víamos um "eviction note" numa das portas. Nós sempre comentávamos "por que será que as pessoas que moram aí não tiram esse note?" Deve ser um tanto vergonhoso ser evicted, acho que todo mundo concorda. Hoje voltei do Food and Friends e vi um monte de gente reunida na frente da minha janela do quarto, em volta de uma pilha de coisas. Era como se a CIA ou o FBI, não sei qual faz esse tipo de serviço, tivesse entrado numa casa até bonitinha e vasculhado por documentos ou provas substanciais de alguma coisa. E no fim, de raiva de não terem encontrado nada, tivessem jogado tudo porta afora, de qualquer jeito mesmo, baixelas de cozinha em cima do colchão, almofadas e filmes na grama, documentos ao vento. Vizinhos e transeuntes se divertiam escolhendo as tralhas novas (presentes de natal?), carros paravam e enchiam o porta-malas, tudo milimetricamente calculado pra caber o máximo de coisas possível. Não aguentei, fui no escritório do prédio e perguntei "que fuzarca é essa?" pra ouvir um "don't you worry ma'am, everything will be sparkling clean in the morning". Quer dizer que vai ter um caminhão de lixo ligado em frente à minha janela a noite toda? Que direito essas pessoas têm de jogar todos os bens de uma família (inclusive o carrinho do bebê) na rua, a Deus dará? Bem, admito que algum direito eles devem ter, do contrário não teriam feito isso. Conversando com o Girino, questionei: "será que o dono do apartamento foi deportado? Será que a família toda esta presa em Guantánamo? Ou morreu num acidente aéreo???? Nuca se sabe!", e por fim, a sábia resposta: "se morreu todo mundo, é bom que as coisas dele foram úteis --se ele estiver en guantánamo, ele processa o governo quando sair e fica rico, nao precisa de nada dali". E viva o pragmatismo masculino! Quando mudei de idéia a respeito da história, o secador de alface (o único item da pilha que tinha me atraído) já tinha ido embora. Quem mandou refletir tanto?
Monday, December 17, 2007
Novo BlogNuma tentativa de não me esquecer mais do número dos pontos, cor das linhas e tempo gasto num projeto (como o meu cachecol na foto), resolvi "blogar" tudo que tenho feito com minhas linhas e agulhas. Se estiver morrendo de curiosidade, dê uma olhadinha no fantástico Slow Knitter!!

Assando Cookies no Fim de Semana
Sexta passada fomos nesse indiano ótimo, indicado por uma colega de trabalho do Michael. Primeiro, o ambiance do lugar é perfeito, tapeçarias lindas nas paredes e almofadas, almofadas, almofadas! Depois, um telão no meio do restaurante fica exibindo video clips de música indiana, todos estrelando artistas de Bolywood que dublam as músicas e fazem coreografias absurdamente adolescentes. Aparentemente os indianos gostam. E nós também. Nós ficamos um recorde de quase 4 horas neste restaurante, de tão entretidos que estávamos com os filmes. Claro que o garçon vir lavar nossas mãos com água morna, uma comida gostosa (que comemos com as mãos) e um show de dança do ventre (o qual a platéia americana acompanhou muito bem) também nos mantiveram ocupados. Quando pedimos a conta descobrimos que nossa segunda sobremesa estava a caminho. Ai que delícia! Adorei mesmo.
Sábado passamos o dia praticamente todo em casa assando cookies natalinos com uma amiga. A idéia inicial era assar um número suficientes de cookies para embalar (eu já tinha até as embalagens na cabeça) e depois dar para nossos conhecidos de presente. Acabou que não deu tão certo assim. Para começar, o glazing (que é o que desenha e colore os biscoitos) que compramos - por termos preguiça de fazer nosso próprio - vazou todo quando assamos os biscoitos. Ou seja: os cookies amanteigados ficaram bem feinhos... Além disso, a massa do amanteigado era muito molenga, dificultando bastante transferi-los pras formas de assar... mas como dizia a música, as aparências enganam e nós já comemos todos, sem excessão (haja esteira depois!). Fizemos também cookies de chocolate chips e gengibre. Esses ficaram MARAVILHOSOS pois os chocolate chips eram de chocolate meio amargo, que amamos.

Fizemos muitos, cerca de 50. E estes também acabaram. Conclusão? Biscoitos são muito gostosos, mas além de dar um certo trabalho, nunca sobram para dar de presente. E o que é pior, como diz o ditado: "a minute on your lips, the rest of your life on your hips".
Friday, December 07, 2007
No mesmo dia, comprei o livro na Amazon e graças à eficiência do sistema de correios norte americano, o recebi no dia seguinte. A primeira sensação que temos, quando lendo Persépolis, é uma necessidade incontrolável de não parar de ler, seguida de um apaixonamento inevitável pela personagem principal, ela mesma, Marjane Satrapi. Filha de pais marxistas, bisneta de um dos últimos shahs do Irã, Marjani por lá nasceu e cresceu em meio à crescente opressão das liberdades civis em consequência da revolução cultural. Sua visão infantil (e depois adolescente rebelde) dos acontecimentos é no mínimo emocionante. As ilustrações, sempre num fundo preto, são simples e lindas. Persépolis é uma pérola que me tirou da total e completa ignorância: há mais na Pérsia que meros tapetes.
Wednesday, December 05, 2007
Tuesday, December 04, 2007
O fim do ano finalmente chegou! Na verdade, esse ano voou! Parece que foi ontem que o Michael foi para a China, que eu fiz os exames de Cambridge, que estávamos arrumando a mudança para cá. Aliás, acho que a mudança fez com que o tempo passasse mais rápido... Quando mudo de casa entro num limbo mental, esqueço de tudo em volta (mesmo porque a bagunça me deixa meio absent minded, acho péssimo ver tudo fora do lugar e ainda assim ter que cumprir com minhas obrigações rotineiras) e acabo só voltando ao normal daí a alguns meses. Ontem organizei os armários (confesso que quando chegamos só queríamos nos livrar das caixas que entulhavam o apartamento, então fomos colocando tudo nos armários para "depois" organizar -- esse "depois" foi ontem) de forma mais prática e conveniente.
O dia todo arrumando coisas, trocando roupas, sapatos e malas de lugar, uma soneca no meio da tarde para repor as energias porque ninguém é de ferro, 60 minutos na esteira, volto pra casa e termino de organizar o armário do quarto. Depois de preparar o jantar (e comer), minha arrumação terminou na Container Store, onde comprei recipientes para abrigar todas toucas, cachecóis e luvas que acumulamos no Canadá. No meio da noite escutamos um barulho na sala... o Muffin (que tinha dormido o dia inteirinho) estava levando todos os cobertores dele para lá e colocando dentro de uma sacola abandonada (propositalmente para ele brincar - coisas de quem tem furão). De manhã encontramos ele dormindo todo enrolado (com frio) em cima de um tapete. Vai entender!
PS: acho que esse pano de prato (na foto) resume tanto minha vida...

